domingo, 19 de junho de 2011
O óbvil em tudo
Carta em branco
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Quando eu...
terça-feira, 31 de maio de 2011
(O salto fino riscava o asfalto molhado daquela tarde)
Tirando o corte fundo...
A luz vermelha de sua boca é só o que arde
Anda em círculos pela redondezas
Procurando nos cantos dos quadrados
Onde ficou a leveza.
Entre travestis plumas e embriagados
Dançando a valsa dos acordados
tropeçando em mendigos e cachorros.
Vertendo conhaque na calça de couro.
Virando vitrine de vagabundo,
virando a esquina do mundo.
Cortando o caminho
Como quem parte um pedaço de pão
Comendo o carinho
O miolo do vão...
O recheio da vida
Se come com a mão
Contendo alegria nas coisas que conta
Contando tristezas que tenta conter
Revertendo o palco da vida que monta
O que de fato não queria esquecer
É um quase nada de importante
Era um quase enfeite de estante
É quase aquilo que não quer ser
É uma menina longe e distante
Que injeta adrenalina o bastante
Pra não se entorpecer
De delírios em branco
Porque ninguém os vê
E quando ela o pega com as mãos
Volta a ser velha
Cospe no chão
Enche de folhas a panela
Que viram estrelas que
Enche o céu que é só dela
E então volta a ser a dama que baila no vapor
Que dança no fogo
Que conhece o amor
Pois o amor é só dela
Preso num ventre
E o rancor o congela...
E então o sol da manhã parece que é dela pois
De tanto ouro o amor...
Degela....
Mas volta a ser flor
Como outra qualquer de primavera
E assim quando volta a ser velha
São pétalas secas que guarda com ela
É a mão que sua frio
É a mão que espanca os sonhos dela
É a mão que tece sonhos
Que aquece o corpo e gela
Vivendo num emaranhado de existir
Pairando como um pássaro baleado a cair
Desabando na tua vida
Novamente a se despir
Mostrando o corpo oco
Que tenta expelir
O vazio que preencheste
Durante esse tempo todo a cuspir
No chão que nasce flores
Porque devo engolir?
São sentidos implodidos
São memórias apagadas
Da tua mente fresca
Da tua mente perturbada
São frases sem sentido
São areias já pisadas
São corações espremidos
por decisões impensadas
e então me esbarro em mentiras
em verdades bem contadas
rompendo o portão
das palavras condenadas
como tempestade de areia
que voam para o nada
é assim a distância...
que mora e é presente na minha estrada...